Jornal Vascular Brasileiro
http://www.jvb.periodikos.com.br/article/doi/10.1590/1677-5449.005018
Jornal Vascular Brasileiro
Original Article

Fórum Vascular: inteligência coletiva na resolução de casos clínicos vasculares

Vascular Forum: collective intelligence in the resolution of vascular clinical cases

Fabiano Luiz Erzinger, Walter Junior Boim de Araujo, Amanda Ayako Minemura Ordinola, André Felipe Gasparini, André Vítor Timóteo da Luz, Daniela Midori Kamada, Alexandre Campos Moraes Amato

Downloads: 0
Views: 152

Resumo

Contexto: A inteligência coletiva tem extrema importância em grupos coletivos de discussão de casos clínicos médicos, auxiliando tanto os profissionais na pronta tomada de decisão como seus pacientes. Objetivos: Avaliar a resolutividade e as características das discussões clínicas realizadas em grupo fechado de mensagens instantâneas e sua aplicabilidade clínica. Métodos: Análise retrospectiva de discussões clínicas e eventos no Fórum Vascular, grupo aberto para especialistas em dispositivos móveis. Resultados: No período de julho de 2015 a julho de 2017, foram discutidos 1.013 assuntos, com 680 membros. Desses assuntos, 26 (2,57%) foram curiosidades, 101 (9,97%) foram dúvidas de diagnóstico, 492 (48,57%) foram dúvidas de tratamento, 205 (20,24%) foram dúvidas gerais e 189 (17,5%) foram relatos de casos. O número médio de interações por evento foi de 16,599 (±1,366). O tempo médio para a primeira resposta foi de 42,14 min (±7,55). Os assuntos discutidos foram 358 casos com miscelânea, 336 casos venosos, 15 casos linfáticos e 304 casos arteriais, totalizando 15.985 respostas. Conclusões: A interação entre especialistas utilizando a tecnologia de troca de mensagens instantâneas mostrou-se capaz de levantar discussões e abordagens rapidamente. A resolutividade, considerada o tempo da primeira resposta correta, também foi alta. O Fórum Vascular evidenciou-se uma ferramenta de grande valia clínica para seus participantes, confirmando a importância da inteligência coletiva na área médica.

Palavras-chave

inteligência; fóruns de discussão; informática médica; educação médica.

Abstract

Background: Collective intelligence is extremely important in collective groups that discuss clinical medical cases, assisting professionals in their decision-making processes, and consequently, helping their patients. Objectives: To evaluate the rate of resolution and characteristics of the clinical discussions carried out in a private instant messaging group and its clinical applicability. Methods: Retrospective analysis of clinical discussions and events on the Vascular Forum, an open group for specialists accessed with mobile devices. Results: From July 2015 to July 2017, 1013 subjects were discussed among 680 members. Twenty-six (2.57%) of these subjects were curiosities, 101 (9.97%) related to diagnostic doubts, 492 (48.57%) to treatment doubts, and 205 (20.24%) to general doubts, while 189 (17.5%) were case reports. The mean number of interactions per event was 16.599 (±1.366). The mean time from posting of a new subject to the first reply was 42.14 (±7.55) min. The subject discussed was miscellaneous in 358 cases, venous in 336 cases, lymphatic in 15 cases, and arterial in 304 cases and the total number of replies was 15985. Conclusions: Interaction between experts using instant messaging technology proved capable of raising subjects for discussion and eliciting management approaches quickly. The rate of resolution, defined as the time taken for the first correct answer to be posted, was also high. The Vascular Forum proved to be a tool of great clinical value for its participants, confirming the importance of collective intelligence in medicine.

Keywords

intelligence; discussion forums; medical informatics; medical education.

References

1. Bembem AHC, Santos PLVAC. Inteligência coletiva: um olhar sobre a produção de Pierre Lévy. Perspect Cienc Inf. 2013;18(4):139-51. http://dx.doi.org/10.1590/S1413-99362013000400010.

2. Van Bellen B. Um forum de discussão por e-mail. Cir Vasc Angiol. 2000;16:82-95.

3. Van Bellen B. As 100 questões do Fórum Cibernético Vascular. São Paulo: Editora Revinter; 2002.

4. Wen CL. Telemedicina e Telessaúde: um panorama no Brasil. Inf Pública. 2008;10:7-15.

5. Erzinger FL, Amato, ACM, Araujo WJB, et al. Fórum vascular: inteligência coletiva na resolução de casos clínicos vasculares. In: Anais do 42° Congresso Brasileiro de Angiologia e de Cirurgia Vascular; 2017; Natal. São Paulo: SBACV.

6. WhatsApp Pocket. 2018. [citado 2018 abr 4]. http://www.fireebok.com/whatsapp-pocket.html

7. Moraes IN, Amato ACM. Metodologia da pesquisa científica. São Paulo: Roca; 2007.

8. Baumöl U, Jung R, Krämer BJ. Advances in collective intelligence and social media. Int J Coop Inf Syst. 2013;22(3):1302001. http://dx.doi.org/10.1142/S0218843013020012.

9. Vygotsky LS. A formação social da mente. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes; 1989.

10. Lopes LCJA. A Web como ferramenta para a construção da inteligência coletiva. Coimbra: Universidade de Coimbra; 2012. [citado 2018 abr 4]. https://estudogeral.sib.uc.pt/jspui/bitstream/10316/40742/1/Web%20como%20ferramenta%20para%20 a%20constru%C3%A7%C3%A3o%20da%20intelig%C3%AAncia%20 coletiva.pdf

11. Hewitt J, Scardamalia M. Design principles for distributed knowledge building processes. Educ Psychol Rev. 1998;10(1):75-96. http://dx.doi.org/10.1023/A:1022810231840.

12. Scardamalia M, Bereiter C. Knowledge building. In: Guthrie JW, editor. Encyclopedia of education. New York: Macmillan; 2003. p. 1370-3.

13. Kerckhove D. Connected intelligence. Toronto: Somerville House; 2009.

14. Kimmerle J, Moskaliuk J, Oeberst A, Cress U. Learning and collective knowledge construction with social media: a process-oriented perspective. Educ Psychol. 2015;50(2):120-37. http://dx.doi.org/10.1080/00461520.2015.1036273. PMid:26246643.

15. Teixeira RR. O desempenho de um serviço de atenção primária à saúde na perspectiva da inteligência coletiva. Interface. 2005;9(17):219-34. http://dx.doi.org/10.1590/S1414-32832005000200002.

16. Surowiecki J. A sabedoria das multidões. Porto: Lua de Papel; 2007.

17. Lévy P. Cibercultura: relatório para o Conselho da Europa no quadro do projecto “Novas Tecnologias: cooperação cultural e comunicação”. Lisboa: Instituto Piaget; 1997.

18. Murphy PK. The eye of the beholder: the interplay of social and cognitive components in change. Educ Psychol. 2007;42(1):41-53. http://dx.doi.org/10.1080/00461520709336917.

19. Woolley AW, Chabris CF, Pentland A, Hashmi N, Malone TW. Evidence for a collective intelligence factor in the performance of human groups. Science. 2010;330(6004):686-8. http://dx.doi.org/10.1126/science.1193147. PMid:20929725.

5cd192d30e88256138632f8e jvb Articles

J Vasc Bras

Share this page
Page Sections